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K9, apenas mais uma estatística

Exatamente há 9 anos, no dia 25 de maio de 2002, instituía-se no Brasil a data comemorativa como Dia da Adoção. Mas comemora-se exatamente o que?? Porque crianças são retiradas da família e tornam-se alvo de adoção? Subentende-se que toda criança nascida de um ventre que lhe proporciona o amor e cuidados necessários, além do fato óbvio de viver em um lar estruturado, jamais será retirado desse ambiente e colocado em abrigos esperando uma adoção. Mas, infelizmente, estamos falando de um contexto de abandono, negligência e violência ( física, psicólogica e sexual ). Um dos problemas é que se tira a criança desse lar desestruturado e a encaixa em abrigos que também não têm estrutura adequada para lidar com o problema. Abrigos deveriam ter obrigatoriamente uma equipe de profissionais técnicos para elaborar os traumas psíquicos dessa criança. Mas não é a realidade. São apenas “tios” que ali trabalham, mesmo que bem intencionados, como a coordenar verdadeiros albergues infantis. Então quand

Consciência prisioneira

Nunca se assistiu a tanta violência na televisão como nos dias atuais. Não obstante a enormidade de tempo que crianças e adolescentes das várias classes sociais passam diante da TV, é lógico o interesse pelas conseqüências dessa exposição. Até que ponto a banalização de atos violentos, exibidos dentro dos lares, diariamente, dos desenhos animados aos programas de "mundo-cão", contribui para a escalada da violência urbana? Inúmeros estudos demonstraram a existência de relações claras entre a exposição de crianças à violência exibida pela mídia e o desenvolvimento de comportamento agressivo. Quanto acrescenta às nossas vidas e de nossos filhos a enxurrada de notícias sobre violência? O que fazemos a respeito? Somos prisioneiros? ....Onde está sua consciência? "A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência." [Ghandi]

O que deseja o ser humano?

Uma donzela estava um da sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse: -- Agora me lembro, não era um homem, eram dois. E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse: -- Então está com o terceiro! Pois se lembrava que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxer

Violência

Não acredito que haja traços marcantes que individualizem a pessoa violenta. Os seres humanos não são violentos, mas estabelecem entre si relações de violência..., muitas vezes relações de violências sutis. Tais relações irão depender do que o contexto social considera como sendo violência. E dentro do contexto de nossa cultura, todos nós somos seres humanos violentos. Foi um indiano chamado Jiddu Krishnamurti quem alertou para tal fato quando disse: "O homem aceitou a guerra como norma de vida; (...) Aceitou o ódio, o ciúme, a inveja, a avidez, a agressão, a inimizade, como norma natural da existência. Aceitando tal norma de vida, devemos naturalmente aceitar a estrutura social tal qual existe. Se aceitamos a competição, a cólera, o ódio, a avidez, a inveja, o espírito de aquisição, então, naturalmente, ficaremos vivendo dentro do padrão respeitável da sociedade. É nele que vivemos aprisionados, a maioria de nós, visto que desejamos ser entes altamente respeitáveis". Podemos