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Mostrando postagens com o rótulo tratamento

Máquinas

"Danem-se dogmas.....  pois não somos máquinas" - Stuka Angyali Você já sentiu medo? Já ficou assustado ou verdadeiramente apavorado? Você já se sentiu triste ou angustiado, mesmo sem compreender o motivo? Você já se sentiu agitado, inquieto, insone, tenso, deslocado? Você já se sentiu alegre?....mesmo sem qualquer motivo? Você já sentiu??? Sabe o que é sentir? Sabe o que é emoção? Já sentiu dor? Não....não estou falando de dor física. Não estou falando da dor de um ferimento na pele, da dor de estômago, da dor de cabeça, da dor do infarto... Não...não!!! Estou falando da dor invisível. Que maluquice, não é mesmo!? Afinal, se é invisível não existe! Pois é!! É assim que todos julgam. É assim que todos pensam. “Isso não existe”, “isso é da cabeça”, “precisa achar um trabalho”, “frescura” Palavras lançadas como flechas que causam mais dor para quem a sente. Dores na alma são invisíveis. Dores na alma são subjetivas.... Dores na alm

Transtorno do Pânico

Na mitologia grega, Pã é um deus dos pastores e rebanhos, representado como divindade semi-humana: o rosto barbudo e enrugado, queixo saliente, expressão animalesca, a testa é ornada por dois cornos; o corpo é peludo e os membros inferiores são de bode, as patas são magras e nervosas. É dotado de muita agilidade, rápido na corrida, sabe dissimular-se nas moitas, onde se esconde para espiar as Ninfas e assustá-las. Diz-se também que surgia repentinamente na Ágora ateniense, durante as assembléias, para aterrorizar as pessoas e tumultuar as discussões. A palavra pânico deriva de Pã e representa um medo infundado, susto ou pavor repentino. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICAS ATUAL O transtorno do pânico (também chamado de ansiedade paroxística episódica) é caracterizado pelos ataques recorrentes de ansiedade intensa em circunstâncias imprevisíveis. Alem da ansiedade intensa (pânico) a pessoa tem a sensação de morte iminente, de perda do controle de si própria ou de ficar "louco

DEPRESSÃO: O Mal do século?

 Van Gogh Cuidando da Saúde Mental “minh ’alma é triste como a flor que morre. Perdida à beira do riacho ingrato; nem beijos dá-lhe a viração que corre. Nem doce canto o sabiá do mato.” ( Casimiro de Abreu ) DEPRESSÃO: O Mal do Século? A tristeza é dos sentimentos humanos o mais doloroso. Todos tomamos contato com ela em algum momento de nossas vidas. A tristeza passageira, a “fossa” ou “baixo-astral”, o “estar-down” fazem parte da vida e são superados após algum tempo. O luto, após a perda de um ente querido, manifesta-se por um sentimento de tristeza e vazio e também é superado no decorrer do tempo. Porém, deve-se distinguir a tristeza e o luto ( sentimentos inerentes ao ser humano ) da DEPRESSÃO. A DEPRESSÃO é uma doença, como qualquer outra que possamos ter, que se caracteriza por uma tristeza profunda e duradoura, sem qualquer motivo aparente, e não apenas a sensação de tristeza passageira, com perda do interesse por tudo que trazia prazer a essa pessoa. Historicamente, h

A Evolução do tratamento

GUSTAVE COURBET -- "O Homem desesperado" Tratamentos usados para curar a “loucura” revelam algumas das convicções ao longo da história: Furos no crânio (século 5 a.C.) O que era: Fazer buracos no couro cabeludo do paciente Justificativa: “Os buracos permitem que os demônios, que provocam a loucura, ao ocupar o corpo do paciente, possam abandoná-lo” Disciplina total (século 17) O que era: Thomas Willis, um dos primeiros médicos a escrever sobre loucura, dizia que "disciplina, ameaças, algemas e bofetadas são tão necessárias quanto tratamento médico" Justificativa: “É a razão que separa os homens dos animais. Loucos são, portanto, como bichos e, para se recuperarem, precisam aprender a ter medo e respeito” Dor (início do século 18) O que era: diversas técnicas com o objetivo de machucar o paciente. A mais comum consistia em provocar bolhas no crânio e genitálias, usando soda cáustica Justificativa: “As dores obrigam a mente do louco a focar-se nessa sensaç