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Mostrando postagens com o rótulo sociedade

Castração

Você é o que pensa ser ou o que a sociedade determina que seja? Seus sentimentos realmente lhe pertencem? "Por vezes ou quase a todo instante o dilema. Devo ser ou determinado serei. Sendo “bonzinho”, amável e "bom tudo" Seria eu mesmo? Se não aceito determinações ou castrações, Seria eu um pária? E nesse conflito existencial Deixo-me à mercê De meus sentimentos."

VALORES - imposições e escolhas

Houve uma época na qual os educados senhores abriam a porta de seus carros para que a dama pudesse entrar. Os homens eram gentis. Houve época na qual os gentis senhores levantavam-se da cadeira, assim que sua dama chegasse ou saísse da mesa. Os homens eram polidos. Houve um momento, na história do ser humano, na qual a polidez era característica primordial da espécie. Naquela época se falava: “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “como vai”, “tenha um belo dia”, “prazer em conhecê-lo(a)”, “por favor”, “obrigado”. Naquela época também as damas sabiam ser valorizadas por sua graciosidade e discrição. Também nessa época, a sexualidade era algo exclusivamente pertencente àquela pessoa, sem necessidade de propagandas ou alusões à promiscuidade. Obviamente, mesmo naquela e em tantas outras épocas, havia a deselegância, a desonestidade e todo tipo de atitude associada ao caráter individual. Entretanto, o pior cenário contemporâneo não é a encenação de tantos atos insanos e de t

Ser irresoluto

"Ser apenas mais um Entre tantos de si. Ser apenas mais um Entre tantos circundantes. Eternamente irresoluto, Ser o destoante ser! Incongruentes desejos De insânia inquietude. Aturdido em consumismos, Perde-se em devaneios: Entre o essencial E o querer Ahh! Energúmeno ser Embasbacado Entre poder E pudor." "Sempre que tiveres dúvidas, ou quando o teu eu te pesar em excesso, experimenta o seguinte recurso: lembra-te do rosto do homem mais pobre e mais desamparado que alguma vez tenhas visto e pergunta-te se o passo que pretendes dar lhe vai ser de alguma utilidade. Poderá ganhar alguma coisa com isso? Fará com que recupere o controle da sua vida e do seu destino? Por outras palavras, conduzirá à autonomia espiritual e física dos milhões de pessoas que morrem de fome? Verás, então, como as tuas dúvidas e o teu eu se desvanecem." Gandhi Portinari - "criança morta" 

Rompimento dos limites

O  "louco" é visto em nossa sociedade como "o diferente", aquele que está fora de contexto, à margem, não enquadrado nos comportamentos e pensamentos "ditados" pelos dogmas sociais. A loucura permite ao indivíduo o rompimento dos limites do convencional e, assim, enunciar e proferir sentenças que, descartadas como insanas numa primeira avaliação, guardam em sua ambigüidade as possibilidades do questionamento, da dúvida e da incerteza. “Enquanto você se esforça para ser...... um sujeito normal E fazer tudo igual  Eu do meu lado aprendendo a ser louco  Maluco total   Na loucura real   Controlando a minha maluquez.......Misturada com minha lucidez.” "E, ainda assim,  Dentro de seu mundo Assustado, escondido O louco se permite sonhar. Dentro de seu mundo  Delirante, alucinado Totalmente desregrado Permite-se ser"   Stuka Angyali

Ouço Vozes

"Ouço vozes Que gritam E xingam Vozes horríveis   Ouço vozes Que riem E cantam Vozes suaves   Ouço vozes Dos pássaros Que voam Libertos   Ouço vozes Da chuva Que lava O semblante assustado   Ouço vozes Que mandam E desmandam Impiedosas   Ouço vozes Quem nem sei bem De onde vêm Ou de quem   Ouço vozes indutivas Intuitivas, permissivas Comandantes vorazes Amedrontadoras   Ouço essas vozes Como um rádio Em curto-circuito A chiar no meu ouvido   Já ouço, mais um dia Tantas vozes Que me dizem E desdizem   E entre tantas vozes Só não ouço a minha"  Stuka Angyali

Odisséia do primitivismo

Vive-se em uma sociedade hipócrita, rotulante, que aponta o dedo e esconde preso em suas costas outros tantos males ou erros, que se repetem ao longo de sua história. Essa situação vexatória da universitária, que esteve nas últimas notícias da mídia, abre um leque muito vasto de debates socio-filosóficos. O que é a sociedade hoje? Que labirintos somos nós?  Onde permeiam as noções de caráter, moral e ética? Que violência é mais reprovável? Dos jovens, da mídia, do Estado? Esse fato da universitária fez-me relembrar imediatamente Kubrick e seus excelentes "Laranja Mecânica" e "2001, uma Odisséia no espaço". Não há como não pensar nestes filmes. Será que o primitivismo demonstrado na cena dos macacos (2001, Odisséia) mudou ou está apenas travestido em uma pseudo-liberalidade-moderna?  A sociedade caminha, apressadamente, para a extinção de valores e da própria humanidade. O ser humano é, creio, a única espécie animal na Terra, que age com Crueldade. T