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Mostrando postagens com o rótulo preconceito

O medo das diferenças

“... Lekh me entregava um pássaro pintado, mandando que eu o apertasse de leve nas mãos. Cedo seus gritos atraíam companheiros da mesma espécie, que se punham a revoar sobre nossas cabeças. Vendo-os, o prisioneiro debatia-se gritando ainda mais; e o coração trancado no peito recém pintado batia violentamente. Quando o número de pássaros era suficiente, Lekh fazia-me sinal para soltar o prisioneiro. Livre e feliz, lançava-se para o alto, contra o céu cinzento, mergulhando na revoada escura de seus irmãos. Por um instante, a surpresa tolhia os pássaros. A mancha colorida voava em meio ao bando, tentando convencê-los de que lhe pertencia. Mas, confundidos pela plumagem brilhante, os outros o rodeavam incrédulos e quanto mais o pássaro pintado tentasse incorporar-se ao bando, mais o rejeitavam. Logo, um depois o outro, começavam a atacá-lo arrancando-lhe as penas multicores, até fazer-lhe perder as forças precipitando-o ao chão. Esses incidentes aconteciam com freqüência, e, geralme

Jaha, quase nada mudou em um século

Jaha, uma moça de 20 anos, jovem negra, no auge da saúde física e mental. Já casada, com 2 pequeninos filhos. Foi contratada para trabalhar como empregada doméstica, o que lhe causara felicidade, afinal precisava cooperar com o marido nas finanças de casa. Logo nos primeiros dias já pôde sentir, na pele, o que seria trabalhar naquele lugar. “minha patroa não deixava eu comer na mesa. Tinha que comer em um quartinho, sentada no chão. Ela mesma fazia o prato para eu comer. Eram os restos deixados nos pratos dos patrões.” “minha patroa fazia escovar todo o carpete da casa com uma escova de dente.” “um dia ela disse que só tinha me contratado porque minha raça é forte e aguenta serviço” “minha patroa queria que, todos os dias, eu esfregasse o quintal e a calçada com um escovão e cloro puro. Ela nunca me deu luvas. O cheiro era forte demais e chegava sair lágrimas dos olhos. Eu esfregava o chão até sangrar entre os dedos.” “ela colocava veneno no quintal para matar os ratos e depois fa

Não é a cor do invólucro

 Um velho homem vendia balões numa quermesse. Para atrair compradores, o homem deixou um balão vermelho soltar e elevar-se nos ares. Perto dali, a observar, havia um menino negro, apreciando com encanto os balões. Depois de soltar o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia cada um, sem ao menos piscar. Ficava imaginando mil coisas, mas tinha algo que o aborrecia: o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou : -- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros ?  O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse :  -- Não é a cor do invólucro, filho, isso é só tinta por fora! -- É o que está dentro que faz a diferença.

A importância da saúde mental

Não há Saúde sem Saúde Mental Adoecer psiquicamente não é prerrogativa da modernidade. É tão humano quanto nascer ou morrer, ter diabetes, hipertensão arterial, hemorragia. Adoecer faz parte da condição humana. Quando alguém adoece, é natural que receba afeto, simpatia e compreensão para superar o problema. O mesmo não acontece quando essa pessoa adoece por um transtorno mental. A doença, nesse caso, pode ser interpretada como sinal de fraqueza, de autoflagelo, de covardia. Guardada a devida distância, é uma reação semelhante a que os romanos manifestavam em relação aos portadores de lepra - uma condição considerada degradante, dolorosa e contagiante. Melhor evitá-los, colocando-os em lugares bem longe das cidades, confinados. Foi essa a lógica que levou à criação dos asilos para os desvalidos na França, na Inglaterra e no Brasil, a partir do final do século XVIII. Adoecer psiquicamente não é prerrogativa da modernidade. É tão humano quanto nascer ou morrer. Não há civilização conhec

Sem espaço para diferenças

EDWARD – “MÃOS DE TESOURA” A história de Edward é um clássico exemplo de alguém que foi retirado de seu habitat e tenta se ajustar a outro. No entanto, o espaço social que ele passa a ocupar é o mesmo. Ele não se surpreende com o uso de roupas, pois sabe como colocá-las, sabe o que são talheres e outros objetos, pois seu inventor o ensinou. É o contato social ao qual não está acostumado que torna tudo difícil. Edward possui a índole de uma criança. Tudo no mundo lhe é novo, agindo de maneira inocente e sincera, causando empatia com o seu público infantil que o aceita sem julgamentos. O filme é uma verdadeira incursão no mundo adulto, um lugar de julgamentos e nem sempre de aceitação. Partindo do ponto de vista com o qual qualquer criança pode se identificar, ou seja, uma batalha cotidiana contra um prato de comida percebe-se algo de meigo em Edward, quando ele se senta à mesa com a sua nova família e trava uma difícil luta para comer uma ervilha. Porque comer uma ervilha? Para que ser

Solidariedade, Amizade e Amor ao próximo

EspiritosEvoluidos View more presentations or Upload your own. POIS É.....QUANDO PRESENCIAMOS OU OUVIMOS FALAR DE FATOS ASSIM, COMO ESSE QUE ACONTECEU NAS OLIMPIADAS, VALE SEMPRE QUESTIONAR: QUEM É DEFICIENTE? ELES OU NÓS? A SOCIEDADE DISCRIMINA E EXCLUE!!!!!

Chega de Preconceitos

DOENÇAS MENTAIS A doença mental é com freqüência relacionada com o mendigo que deambula pelas ruas falando sozinho, com a mulher que aparece na TV dizendo ter 16 personalidades e com o homicida “louco” que aparece nos filmes.Palavras como “maluco”, “esquizofrênico”, “psicopata” e “maníaco”, são vulgarmente utilizadas na linguagem do dia-a-dia. As pessoas olham-se e dizem: “Isto não me vai acontecer de modo nenhum, não sou maluco, venho de uma família sólida”, ou, então, “a doença mental não me afeta, isso é problema dos outros.” O Estigma relacionado com a doença mental provém do medo do desconhecido, dum conjunto de falsas crenças que origina a falta de conhecimento e compreensão, além do PRECONCEITO. Procura-se que haja uma melhoria do conhecimento, desmistificando falsas crenças e estereótipos e fornecendo novos dados acerca das doenças mentais e das pessoas que delas sofrem. Hoje, os tratamentos evoluíram muito e há medicações que podem trazer à normalidade e controle dos sintomas

Sem preconceitos

VIDEO SOBRE PRECONCEITO http://www.metasocial.org.br/ms_video_carlinhos.shtml Ser preconceituoso é uma atitude de fracassado, pois a pessoa, em vez de olhar para sua meta, procura formas de diminuir os outros. Para piorar as coisas, a pessoa que tem preconceitos contra os outros acaba criando preconceitos contra si própria.