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Mostrando postagens com o rótulo poesia

Esse ser Mãe

Ser Mãe Momentos inesquecíveis Emoções imensuráveis Sentimentos incomparáveis Impregnados na alma Ser mãe Doação definitiva Amor incondicional Coração que pulsa Fora do peito Em amor desmedido Atemporal Ser mãe Amor, carinho, preocupação Vidas entrelaçadas Interligadas De forma definitiva e total Ser mãe Indescritível Indecifrável Poder concedido Somente a esse ser especial Ser mãe Simplesmente assim... Dom da vida

Arte Emocional

A lira, instrumento musical de cordas, foi bastante utilizada pelos gregos para acompanhar versos poéticos de forma melodiosa. Desde o século IV a.C os poemas pequenos, através dos quais os poetas manifestavam sentimentos, tornaram-se conhecidos como poesias líricas, graças à melodia das liras. Assim, observa-se que o lirismo está associado diretamente à sonoridade da música e do canto. Na literatura é possível notar que as poesias líricas apresentam uma sonoridade peculiar, propiciando ao leitor SENTIMENTOS e EMOÇÕES de forma maravilhosa. Na música lírica também é assim, manifestando emoções irrefreáveis. É a tônica do lirismo, que poderia ser designado como a ARTE EMOCIONAL. O lírico pode ser um excelente representativo de estado de ALMA , simbolizando o “eu” e suas experiências e expectativas diante da vida. Enfim, quem vive a intensidade dos sentimentos consegue identificar-se com as poesias e músicas líricas. Deleite-se nos versos abaixo e, depois, permita-se viajar na melodia da

"Vai, poeta...rompe os ares"

Era num dia sombrio..... Quando um pássaro erradio Veio parar num jardim. Aí fitando uma rosa, Sua voz triste e saudosa, Pôs-se a improvisar assim. "ó Rosa, ó Rosa bonita! Ó Sultana favorita Deste serralho de azul: Flor que vives num palácio, Como as princesas de Lácio, Como as filhas de 'Stambul. Corno és feliz! Quanto eu dera Pela eterna primavera Que o teu castelo contém... Sob o cristal abrigada, Tu nem sentes a geada Que passa raivosa além. Junto às estátuas de pedra Tua vida cresce, medra, Ao fumo dos narguillés, No largo vaso da China Da porcelana mais fina Que vem do Império Chinês. O Inverno ladra na rua, Enquanto adormeces nua Na estufa até de manhã. Por escrava - tens a aragem O sol - é teu louro pajem. Tu és dele - a castelã. Enquanto que eu desgraçado, Pelas chuvas ensopado, Levo o tempo a viajar, - Boêmio da média idade, Vou do castelo à cidade, Vou do mosteiro ao solar! Meu capote rot

Obscuro da Alma

"Obscuro No escuro íntimo Seu maior inimigo Você   Aquele que sabe tudo Aquele que te denuncia Aquele que te acusa Aquele que te satisfaz os desejos   Você Alma encarcerada nesta carcaça Alma aprendiz Aprendes?   Luta em confusões De sentimentos De emoções E vive a tormenta   Quem sabe Um dia te reconhecerás E soltarás as amarras Dessa veste chamada corpo "

Inquietanças

"Que há atrás dessa porta? Não chames, não perguntes, ninguém responderá, nada pode abri-la, nem a gazua da curiosidade nem a pequena chave da razão nem o martelo da impaciência. Não fales, não perguntes, aproxima-te, encosta a orelha: - não ouves a respiração? Lá do outro lado, como tu alguém pergunta: - que há atrás dessa porta?" Octávio Paz -- ' Antologia Poética'

Esta Velha

Fernando Pessoa e heterônimos "Esta velha angústia, Esta angústia que trago há séculos em mim, Transbordou da vasilha, Em lágrimas, em grandes imaginações, Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror, Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum. Transbordou. Mal sei como conduzir-me na vida Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma! Se ao menos endoidecesse deveras! Mas não: é este estar entre, Este quase, Este poder ser que..., Isto. Um internado num manicômio é, ao menos, alguém, Eu sou um internado num manicômio sem manicômio. Estou doido a frio, Estou lúcido e louco, Estou alheio a tudo e igual a todos: Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura Porque não são sonhos. Estou assim... Pobre velha casa da minha infância perdida! Quem te diria que eu me desacolhesse tanto! Que é do teu menino? Está maluco. Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provincian

Para sempre

"Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro,puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça,é eternidade. Por que Deus se lembra- mistério profundo -de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei:Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho" Carlos Drummond de Andrade