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Mostrando postagens com o rótulo miséria

A miséria de cada um

Hoje escutei essa frase: “meu trabalho permite que veja a miséria emocional de muitos” Essa frase permite reflexões importantes acerca de nossas emoções. Se você é ser humano já sentiu medo, raiva, vergonha, tristeza, alegria, angústia em alguns momentos de sua existência. Obviamente, todos nos sujeitamos à dinâmica da vida, que nos conduz entre circunstâncias variadas no cotidiano. Cada um reage a essas circunstâncias conforme aprendeu desde a infância, como parte de um aprendizado e formação de personalidade. Alguns sofrem mais que outros, mesmo diante de situações semelhantes. Mas o que difere? Sem dúvida, a importância que damos a uma situação faz a diferença em nossas manifestações emocionais. Administrar as emoções é saber determinar o valor de cada circunstância. Se fizer de todo fato cotidiano uma dificuldade ou tempestade maior do que deveria, com certeza sofrerá, mais do que precisa. Inegável que, em algumas ocasiões, nossas respostas emocionais serão pr

Legado de miséria

D. Cacilda é uma senhorinha octogenária, muito frágil e humilde, mãe de nove filhos. Conseguiu, sob todas as dificuldades, torná-los homens e mulheres adultos. E com sua sabedoria ensinou-lhes as coisas certas da vida e o que é bom ou ruim. Seus filhos, todos casados, com suas ocupações e trabalhos, vivem correndo. D. Cacilda tem também muitos netos, talvez mais de 30, dentre os quais muitos já adultos e até casados. Mas, infelizmente, apesar dessa família tão numerosa de D.Cacilda, não escapa a senhorinha à solidão. D. Cacilda já se faz viúva há alguns anos e vive solitária em sua casinha, a relembrar de seus longos e passados anos ao lado de seu amado e companheiro marido. Sua modesta casa sempre foi o lar acolhedor para qualquer pessoa. E nunca houve quem ali não se sentisse confortado. Mas a vida tem seu ciclo. D.Cacilda, já tão frágil caiu doente, de cama, totalmente debilitada e dependente. Os anos pesaram em seus ombros já bastante arqueados. Mas que bom, ela tem tanto

O Bicho Homem

Você conhece a Ilha das Flores? Se ainda não teve o prazer, assista a esse vídeo curtinho. São apenas 12 minutinhos de sua saudável vida. Tenha paciência e assista até o fim. Vale a pena refletir a respeito, mesmo que seja chocante e possa expôr nossa pequenez. Ilha das Flores é um filme de curta-metragem brasileiro, do gênero documentário, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, com produção da Casa de Cinema de Porto Alegre. O filme inicia situando o expectador, para que não haja dúvida da veracidade do que virá a seguir. Utilizando se de termos científicos, a realidade vai sendo desnudada. Através de uma narrativa que segue uma cadência e vai demonstrando a angústia descritiva dos fatos, podemos chegar ao momento crucial e agonizante. Prêmios do documentário: Melhor filme de curta-metragem (e mais 8 prêmios) no 17° Festival de Gramado, 1989. Urso de Prata para curta-metragem no 40° Festival de Berlim, 1990. Prêmio Air France como melhor curta brasileiro do