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Mostrando postagens com o rótulo filhos

Velhos Tempos

Tudo muda.... Houve um tempo em que se pedia “a benção” aos pais quando se acordava pela manhã ou se deitava para dormir, assim como antes de sair de casa. Hoje os filhos nem sabem o que significa pedir “a benção”, Afinal mal falam bom dia ou boa noite. E para sair de casa nem precisam falar aonde vão. Um filho, nesse tempo, referia-se aos pais ou pessoas mais velhas como “Sr” e “Sra”. Hoje os filhos se referem aos pais ou pessoas mais velhas como “Você”, Afinal nem sabem o significado de um pronome de tratamento respeitoso. Houve um tempo que não se falava enquanto adultos estivessem falando. Hoje os filhos falam enquanto os pais se obrigam a ficar quietos, Afinal nem sabem o que é ouvir. Os filhos, certamente, compreendiam o olhar recriminador de seus pais. Hoje se um pai lança um olhar recriminador ao filho, Passará despercebido ou ouvirá: “que cara feia é essa, velho?” Houve um tempo em que um filho pedia, por favor, ou “eu posso?” Hoje um filho não pede, por favor, e

Crepúsculo Mental

E quem ainda pode afirmar que a história familiar não tem influências sociais? Tudo começa na infância. Tudo, certamente tudo, tem uma grande significação para a criança. Toda criança, em seu desenvolvimento, tem a mente aberta ao aprendizado. E é nesse ponto que as questões começam pesar. Se essa criança vive em um lar estruturado, ambiente saudável, poderá desenvolver seu maior potencial e tornar-se um adulto íntegro, de bom caráter, seguro, disposto a encarar todas as situações da vida da forma mais tranqüila. _________________________________________________________ Lindor nasceu e seu pai morreu, tinha apenas 1 mês de vida. Sua mãe, uma senhora respeitadíssima, mais puritana impossível. Entre os 10 a 12 anos de idade Lindor sofreu abusos físicos e sexuais de um menino que era seu vizinho. Acabou se acostumando à situação. Lindor cresceu e tornou-se um cidadão respeitável. Aparentemente uma pessoa normal. Ninguém, absolutamente ninguém, sabe o que se passa na mente de Li

Aos filhos esquecidos

Todos os anos os pais são lembrados no segundo domingo de agosto. Assim como as mães no segundo domingo do mês de maio. Toda vez que temos uma data comemorativa referente a pais e mães, faço a mesma pergunta: -E nos outros 364 dias do ano? Eles não precisam ser lembrados? Sabemos de pais e mães abandonados em asilos porque os filhos não querem ter o trabalho de cuidar de sua velhice. Esquecem seus filhos, simplesmente, destes pais que cuidaram de seu crescimento. Sabemos de pais e mães que são maltratados diariamente, humilhados, destruídos moralmente. Esquecem seus filhos, simplesmente, das palavras de estímulo e apoio que tiveram na infância e adolescência. Depois de um tempo os pais são velhos. Simplesmente muito velhos para se tolerar sua presença. Esquecem seus filhos, simplesmente, que seus velhos pais doaram muitos destes anos de vida às vidas destes esquecidos filhos. E então é necessário que se crie uma data comemorativa. Assim, filhos esquecidos podem s

NÃO - pequena palavra com grande poder

Você costuma dizer "não" aos seus filhos? Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura? Não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los. Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfazê-los? Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas? Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-lo pensar nos outros? E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"... O problema é que ser pais é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos. Ser pais é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos. Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "nã

Filhos: propriedade privada?

Duas notícias ligadas à educação escolar dos filhos chamaram atenção há um tempo. Na primeira, foi divulgado que um casal respondia a dois processos na justiça por praticar com os filhos o método chamado "escola em casa", conhecido em vários países, principalmente nos EUA, mas proibido no Brasil. A segunda informou que um garoto de apenas oito anos passou no vestibular de um curso universitário. Em ambos os casos, os pais lutam pelo que consideram um direito. Os primeiros querem continuar com a educação escolar dos filhos em casa, já que, do ponto de vista deles, o resultado tem sido excelente. O que eles consideram prova disso é o fato de os filhos de 13 e 14 anos terem sido aprovados em exame vestibular com excelente classificação. Os segundos lutam para que o filho possa freqüentar o curso em que foi aprovado, situação negada pela instituição universitária. A primeira questão que essas notícias levantam é sobre a função da escola. Pelo jeito, os pais não estão muito conf