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Mostrando postagens com o rótulo educação

Velhos Tempos

Tudo muda.... Houve um tempo em que se pedia “a benção” aos pais quando se acordava pela manhã ou se deitava para dormir, assim como antes de sair de casa. Hoje os filhos nem sabem o que significa pedir “a benção”, Afinal mal falam bom dia ou boa noite. E para sair de casa nem precisam falar aonde vão. Um filho, nesse tempo, referia-se aos pais ou pessoas mais velhas como “Sr” e “Sra”. Hoje os filhos se referem aos pais ou pessoas mais velhas como “Você”, Afinal nem sabem o significado de um pronome de tratamento respeitoso. Houve um tempo que não se falava enquanto adultos estivessem falando. Hoje os filhos falam enquanto os pais se obrigam a ficar quietos, Afinal nem sabem o que é ouvir. Os filhos, certamente, compreendiam o olhar recriminador de seus pais. Hoje se um pai lança um olhar recriminador ao filho, Passará despercebido ou ouvirá: “que cara feia é essa, velho?” Houve um tempo em que um filho pedia, por favor, ou “eu posso?” Hoje um filho não pede, por favor, e

O mundo é meu

Acostumei-me, desde criança, a receber tudo que desejava. Ninguém me falava “Não”. Ninguém me contrariava. Era a filhinha do papai, a netinha do vovô, a sobrinha da titia. Ahhh, como era bom! Agora, vivo insatisfeita, frustrada, deprimida. Tudo porque meu marido não faz minhas vontades. Eu acho que ele está errado. Por isso brigo muito com ele. Estou muito insatisfeita. Não entendo o que há de errado. Será que não posso ser o centro das atenções sempre? Porque o mundo é assim? ---------------------------------------------------------------------------------- Quando nasci, já tinha um “berço de ouro”. Cresci cercado de brinquedos inúmeros. Alguns nem tirei da embalagem. Na adolescência já estava tão enjoado dos paparicos, que resolvi inovar. Comecei usar drogas para ver qual era o barato. Queria ver se conseguia sentir uma emoção diferente. Ainda não era a viagem que faltava fazer. Fiz, então, meu primeiro assalto. Nem era pelo dinheiro. Não nego. Consegui um pouco da a

NÃO - pequena palavra com grande poder

Você costuma dizer "não" aos seus filhos? Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura? Não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los. Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfazê-los? Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas? Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-lo pensar nos outros? E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"... O problema é que ser pais é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos. Ser pais é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos. Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "nã

Filhos: propriedade privada?

Duas notícias ligadas à educação escolar dos filhos chamaram atenção há um tempo. Na primeira, foi divulgado que um casal respondia a dois processos na justiça por praticar com os filhos o método chamado "escola em casa", conhecido em vários países, principalmente nos EUA, mas proibido no Brasil. A segunda informou que um garoto de apenas oito anos passou no vestibular de um curso universitário. Em ambos os casos, os pais lutam pelo que consideram um direito. Os primeiros querem continuar com a educação escolar dos filhos em casa, já que, do ponto de vista deles, o resultado tem sido excelente. O que eles consideram prova disso é o fato de os filhos de 13 e 14 anos terem sido aprovados em exame vestibular com excelente classificação. Os segundos lutam para que o filho possa freqüentar o curso em que foi aprovado, situação negada pela instituição universitária. A primeira questão que essas notícias levantam é sobre a função da escola. Pelo jeito, os pais não estão muito conf