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Mostrando postagens com o rótulo comportamento

Capacidade de cultivar bons sentimentos

  Vivemos dias conturbados, de muita correria, sempre às voltas com problemas pessoais e familiares. A vida moderna é marcada pela competitividade. As maravilhas das novas tecnologias a um só tempo atraem e assustam. O mundo do trabalho exige empenho e atualização constante. Desde crianças somos empurrados ao consumismo, a buscar o sucesso e o bem-estar material a qualquer custo. Neste ambiente, esquecemos muitas vezes de que somos seres humanos, esquecemos de construir nossa felicidade com base em valores perenes. Pergunto: Você se considera uma pessoa feliz? Você sabe lidar com as carências do seu coração, com as dores da alma, com o sofrimento físico e as doenças? Rico ou pobre, empregado ou desempregado, pai ou filho, jovem ou idoso, você consegue encarar os “vazios” que vez ou outra atravessam o caminho e engolem nossas forças? É muito normal sentir vazios e carências. Anormal é não buscar sair deles. O sofrimento faz parte da nossa longa e árdua caminhada. Para não ficar pelo cam

Quais são suas pegadas

“Erva daninha Cresce sem limites, Sufoca a natureza, Expande seus domínios. Animal dominante, Ganancioso e imoral. Perde-se na irracionalidade, Segue em frente, fatal. Mácula da natureza De pegadas enraizadas. Ser humano indefinível Entre praga ou indefectível Achaque do planeta.” Em 05 de junho de 1972, nada menos do que há 39 anos, a Organização das Nações Unidas promovia um encontro para debater as questões ambientais que já afligiam o planeta. Determinou-se, assim, que essa data seria reconhecida como “Dia Mundial do Meio ambiente”. Cada vez mais, desde então, tem se falado sobre os desmatamentos; poluição das águas, do ar e do solo, extinção de espécies vegetais e animais e todo tipo de problemas relacionados à biodiversidade. Mas, infelizmente, após 39 anos decorridos desde aquela conferência, nada melhorou. O que se observa é a destruição cada vez maior da natureza. O ser humano deixa suas pegadas enraizadas na alma de Gaia. E você? Faz a diferença? Quais são

Jaha, quase nada mudou em um século

Jaha, uma moça de 20 anos, jovem negra, no auge da saúde física e mental. Já casada, com 2 pequeninos filhos. Foi contratada para trabalhar como empregada doméstica, o que lhe causara felicidade, afinal precisava cooperar com o marido nas finanças de casa. Logo nos primeiros dias já pôde sentir, na pele, o que seria trabalhar naquele lugar. “minha patroa não deixava eu comer na mesa. Tinha que comer em um quartinho, sentada no chão. Ela mesma fazia o prato para eu comer. Eram os restos deixados nos pratos dos patrões.” “minha patroa fazia escovar todo o carpete da casa com uma escova de dente.” “um dia ela disse que só tinha me contratado porque minha raça é forte e aguenta serviço” “minha patroa queria que, todos os dias, eu esfregasse o quintal e a calçada com um escovão e cloro puro. Ela nunca me deu luvas. O cheiro era forte demais e chegava sair lágrimas dos olhos. Eu esfregava o chão até sangrar entre os dedos.” “ela colocava veneno no quintal para matar os ratos e depois fa

Aos filhos esquecidos

Todos os anos os pais são lembrados no segundo domingo de agosto. Assim como as mães no segundo domingo do mês de maio. Toda vez que temos uma data comemorativa referente a pais e mães, faço a mesma pergunta: -E nos outros 364 dias do ano? Eles não precisam ser lembrados? Sabemos de pais e mães abandonados em asilos porque os filhos não querem ter o trabalho de cuidar de sua velhice. Esquecem seus filhos, simplesmente, destes pais que cuidaram de seu crescimento. Sabemos de pais e mães que são maltratados diariamente, humilhados, destruídos moralmente. Esquecem seus filhos, simplesmente, das palavras de estímulo e apoio que tiveram na infância e adolescência. Depois de um tempo os pais são velhos. Simplesmente muito velhos para se tolerar sua presença. Esquecem seus filhos, simplesmente, que seus velhos pais doaram muitos destes anos de vida às vidas destes esquecidos filhos. E então é necessário que se crie uma data comemorativa. Assim, filhos esquecidos podem s