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Feliz dia dos Pais

Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho, Quando a tarde engolia aos poucos As cores do dia e despejava sobre a terra Os primeiros retalhos de sombra Eu vi que Deus veio assentar-se  Perto do fogão de lenha da minha casa Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça E buscou um copo de água no pote de barro Que ficava num lugar de sombra constante. Ele tinha feições de homem feliz, realizado Parecia imerso na alegria que é própria De quem cumpriu a sina do dia e que agora Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe. Eu o olhava e pensava:  Como é bom ter Deus dentro de casa! Como é bom viver essa hora da vida Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim. Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos, Puxar a caneta do seu bolso  E pedir que ele desenhasse um relógio Bem bonito no meu braço Mas aquele homem não era Deus, Aquele homem era meu pai E foi assim que eu descobri  Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus Revela-me Deus com seu Jeito infinito de ser homem.- Pe

A difícil arte de amar e do desprendimento

Ela surgiu! Tão magra e doente. Vivia nas ruas, passando fome, frio e medo. Seu nome era “Marela”, chamada assim de forma cabocla, porque era loura como um bom alemão. Mas foi batizada BIA, tão logo chegara ao nosso convívio. No começo era assustada e nervosa. Comia desesperadamente ( pois já passara muita fome em tão pouco tempo de vida ). Mas Bia foi se acostumando com o tempo. Sabia que nesse lar teria seu alimento no momento certo, assim como água limpa e fresca. Sabia que não seria chutada ou mal tratada. Sabia que teria um cantinho quente e protegido do frio e da chuva. Bia engordou, ficou bonita e alegre. Arrumou um namorado e tiveram filhos. Passou a viver em família de iguais. Ela, seu namorado e seus três filhos. Uma família feliz! Que lindo ver como se amam e se respeitam. Que lindo ver os cuidados de Bia com seus filhos. Que lindo ver como todos são unidos. O tempo passou, os filhos cresceram. Bia e seu namorado envelheceram. Mas todos vivem juntos.