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Mostrando postagens com o rótulo artista

A arte de Viver

Amanheceu um dia lindo, o sol brilhava e iluminava o jardim cheio de flores, cada qual mais imponente e perfumada que a outra. Começava, enfim, a primavera. Havia rosas desabrochando, papoulas excitadas, jasmins que balançavam ao vento, margaridas em grupos, violetas excêntricas. O jardim mais parecia uma festa à luz do dia. Todos que ali passavam admiravam a riqueza daquele instante, a profundidade daquele momento e podiam sentir aquele aroma que trazia paz. O colorido era maravilhoso, rosas vermelhas, margaridas amarelas, violetas roxas....tudo perfeito, tudo completo. A grama completava aquele cenário irretocável e os raios de sol pousavam para emoldurar aquele momento. Chegou então o jardineiro, para dar amor e carinho àquelas flores, fazendo o seu serviço em silêncio. Podou, regou, plantou novas sementes, quando de repente percebeu que era observado por alguém que lhe disse: - Que belo jardim, você é um artista, conseguir manter assim tudo perfeito, é uma arte. Ele então re

Surrealismo

Eu e a Aldeia É uma pintura do russo Marc Chagall . O quadro surrealista foi pintado em 1911, embora neste ano ainda não existisse oficialmente o Surrealismo. Hoje em dia, esta obra, considerada a mais famosa de Marc Chagall e uma das mais famosas de todo o Mundo e de toda a história da arte, encontra-se exposta no Metropolitan Museum, na cidade de Nova Iorque. Pintado a óleo, o quadro constitui-se de suave e harmoniosa composição, onde as memórias e pequenas lembranças aparecem propositalmente em uma sequência visual: em primeiro plano aparece uma grande face masculina verde, que ocupa quase toda a margem esquerda da obra, observando íntima e carinhosamente uma cabra ou uma vaca que se encontra a ser ordenhada. No segundo plano pode-se observar um colorido conjunto de casas, próximas a uma Igreja ortodoxa e uma violinista a balançar-se, como se fosse uma memória a desaparecer no tempo, e um lavrador com uma camisola preta e umas calças camel, que passeia com uma enxada pelos campo

A Arte do Conflito

Domenico zampieri ( Adam and Eve ) MOVIMENTO BARROCO O barroco foi um estilo que se manifestou em várias formas de arte na América Latina e na Europa Ocidental, predominou da metade do século XVI ao final do século XVII. Quaisquer que sejam as diferenças nacionais ou individuais na expressão do fenômeno barroco, há entre as variadas manifestações, nos mais diversos lugares, atributos comuns que fazem dele um fenômeno universal, sobretudo, durante o século XVII. O período histórico no qual o movimento barroco se desenvolve apresenta características de um contexto de autoritarismo político, marcado pelo absolutismo, que como sabemos, é o sistema político baseado na centralização absoluta do poder nas mãos do rei. Vive-se um momento de expansão, com a revolução comercial, cuja política econômica, o Mercantilismo, se baseava no “metalismo”, na balança comercial favorável e no acúmulo de capitais. Ocorre também, a luta de classes onde a burguesia, por deter forte poder econômico, p

O Cisne Negro

Cárcere das almas "Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,soluçando nas trevas, entre as grades do calabouço olhando imensidades,Mares, estrelas, tardes, natureza. Tudo se veste de uma igual grandeza quando a alma entre grilhões as liberdades sonha e sonhando, as imortalidades rasga no etéreo espaço da Pureza. Ó almas presas, mudas e fechadas nas prisões colossais e abandonadas, da dor no calabouço atroz, funéreo!Nesses silêncios solitários, graves, que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?!" Cruz e Souza João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis. Filho de escravos alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, seria acolhido pelo Marechal e sua esposa como o filho que não tinham. Foi educado na melhor escola secundária da região, mas com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar. Sofreu uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público

Barroco

BACH - "MAGNIFICAT" Johann Sebastian Bach, (21 de Março, 1685 - 28 de Julho, 1750) é um músico e compositor do período barroco da música erudita. É também um organista notável. Nasceu em Eisenach (Alemanha), no seio de uma família de músicos. É considerado um dos maiores e mais influentes compositores da história da música, ainda que pouco reconhecido na época em que viveu. Muitas das suas obras refletem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional impressionante e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela reabilitação da obra de Bach, até então bastante esquecida. A contribuição de Johann Sebastian Bach na Música, ou pegando emprestado um termo popularizado como "sua ciência musical" são frequentemente comparadas às genialidades de William Shakespeare na literatura inglesa e I

Salvador Dali

Carlos Lozano, amigo íntimo do pintor e seu indiscreto biógrafo, afirma que Dali era "um voyeur totalmente homossexual" que sempre ocultou suas tendências. Sua vida afetiva ainda hoje gera muita curiosidade já que era "politicamente incorreto" quanto à aceitacão da homossexualidade alheia e teve uma única mulher durante toda a vida. A pele morena, os olhos arregalados e o rosto realçado pelos longos bigodes levantados nas pontas são marca registrada deste irreverente showman, que se tornou um dos mais conhecidos artistas do século XX. Começou a desenhar e pintar ainda menino e foi para Madri estudar Belas Artes na Universidade de San Fernando, de onde foi expulso por incitação à rebeldia, meses antes de concluir o curso.Enquanto morou na Casa do Estudante da Universidade, manteve uma grande amizade - segundo vários biografos, um "amor platônico" - com o poeta Federico Garcia Lorca, com quem desenvolveu muitos projetos artísticos de vanguarda. O cenário

Normalidade.....a quem interessa??!!

O que é Ser Normal? “Que é loucura: ser cavaleiro andante ou segui-lo como escudeiro? De nós dois, quem o louco verdadeiro? O que, acordado, sonha doidamente? O que, mesmo vendado, vê o real e segue o sonho de um doido pelas bruxas embruxado? Eis-me, talvez, o único maluco, e me sabendo tal, sem grão de siso, sou- que doideira – um louco de juízo “ (Carlos Drummond- Quixote e Sancho de Portinari, 1974). Você já se fez essa pergunta: o que é ser uma PESSOA NORMAL ? Será que é tão fácil definir isso? O problema do ser normal reside no conceito equivocado de normalidade, porque é entendido como viver no padrão, dentro das normas. Estabelece-se, arbitrariamente, uma norma ideal, o que é supostamente “sadio”, mais “evoluído”. Tal norma é de fato socialmente constituída e referendada. Depende, portanto, de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários e, no mais das vezes, dogmáticos e doutrinários. O normal passa a ser aquilo que se observa com mais frequên

A exuberância da natureza

"Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza. Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido". LEONARDO da VINCI

Manifestação artística

Salvador Felipe Jacinto Dali y Domenech 1904-1989 Salvador Felipe Jacinto Dalí nasceu em Figueras, Catalunha, na Espanha, em 11 de maio de 1904. Desde cedo revelou talento para o desenho e o pai, um tabelião, mandou-o a Madri para estudar na Escola de Belas-Artes de San Fernando, da qual seria expulso anos depois. Na capital espanhola conheceu o cineasta Luis Buñuel e o poeta Federico García Lorca. Suas primeiras obras, como "Moça à janela", enquadradas numa linha naturalista e minuciosa, já produziam uma ambígua sensação de irrealidade, que se acentuaria posteriormente. Em 1928, persuadido pelo pintor catalão Joan Miró, transferiu-se para Paris e aderiu ao movimento surrealista. Foi por essa época que conheceu a mulher do poeta Paul Éluard, Gala, sua futura companheira e modelo. Colaborou então com Buñuel em dois filmes célebres, Un chien andalou (1928; Um cão andaluz) e L'Âge d'or (1930; A idade de ouro) e pintou algumas de suas melhores obras: "Land

Charles Chaplin

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.Hoje sei que isso é...Autenticidade.Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de... Amadurecimento.Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.Hoje sei que o nome disso é... Respeito.Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha

Manifestação artística

Gustave Courbet View more presentations or Upload your own. Gustave Courbet 1819 - 1877 Com um estilo de pintura oposto ao do classicismo e do romantismo, Courbet consagrou-se como o principal representante da escola realista francesa do século XIX. Jean-Desiré-Gustave Courbet nasceu em Ornans, França, em 10 de junho de 1819. Transferiu-se para Paris a fim de estudar direito, mas não tardou a desistir das leis para dedicar-se à pintura. Iniciou-se nesta arte copiando no Louvre os mestres espanhóis do século XVII. Em 1842 pintou "Auto-retrato com um cão", obra já realista. Um de seus quadros mais célebres é "Enterro em Ornans", de 1849. Esse retrato da vida campestre, vigoroso em sua plasticidade, escandalizou pelo tema e pelo realismo. Em 1855, Courbet fez "O ateliê do artista", auto-retrato com um nu representando a Verdade e um grupo de personagens simbólicos e amigos do artista. Em 1855 seus quadros foram re

Manifestação artística

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Manifestação artística

''O que você acredita que é um artista? Um imbecil que só tem olhos se for pintor, ouvidos se for músico, ou uma lira em todos os andares do coração se for poeta? Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser estético, constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na forma como realiza sua obra. Como seria possível desinteressar-se dos outros homens? Graças a qual indolência, dissociar-se de uma vida que eles lhe trazem de modo tão abundante? Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.''

Manifestação artística

A Tempestade

THE STORM ( A TEMPESTADE ) Este é o nome desse quadro pintado pelo artista PIERRE AUGUST COT (1837-1883), o qual foi um pintor francês, que pertenceu ao movimento acadêmico chamado neoclassicismo. Sofreu grandes influências de Leon Cogniet, Alexandre Cabanel e William Adolphe Bouguereau. Para quem já pôde ter o prazer de ver seu quadro The Storm de perto, fica hipnotizado com a beleza, riqueza de detalhes e sensação de movimento. É maravilhoso!!

Primavera

SPRINGTIME (primavera) Tela de PIERRE A. COT que faz muito sucesso e que junto com a tela "THE STORM" tem exposição permanente no Metropolitan Museum of New York.

Manifestação artística

O Grito - Edvard Munch Há na história da arte inúmeros registros de artistas que foram afetados pela loucura. Insanos também foram retratados por alguns pintores. A perturbação mental influenciou sobremaneira a vida de Edvard Munch.Em 1890, Munch esteve internado durante dois meses em Le Havre, França, para "tratamento nervoso". Tratou-se também na Suíça, em 1900, e em Bad Elgersburg, Turíngia, cinco anos depois, onde foi diagnosticado como portador de grave neurastenia. Ao pintar pela primeira vez O Grito (1893), ele expressou (expressionismo) o seu cotidiano inferno interior e o mal-estar que a loucura lhe causava.

Manifestação artística

( O Louco - Pablo Picasso ) Pablo Picasso (1881-1973) também retratou um alienado. A aquarela sobre cartolina, pintada durante a denominada "fase azul" do artista, chama-se O Louco (1904). Trata-se de um doente mental que perambulava pelas ruas de Barcelona. (Aquele insano, com membros superiores e inferiores chamativamente longos, esqueléticos e deformados, lembra uma pintura do astigmático El Greco (1541-1614). 0 Louco encontra-se no acervo do Museu Picasso, em Barcelona