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Os olhos que vi

"Esse menino é adotado, mas nunca me deu felicidade" Ainda ecoa a frase em meus ouvidos, quase como um mantra que se repete involuntariamente em minha mente. Como tem sido habitualmente, apresenta-se uma mãe com um filho. O diagnóstico ou veredicto já, antecipadamente, consumado não poderia ser outro: "esse menino é hiperativo" Não quero me prender a esse diagnóstico, que já se tornou mais um alvo de modismos psicopatológicos. Mas chamou atenção a frase que ouvi. Primeiramente, se dividirmos a frase "esse menino é adotado, mas nunca me deu felicidade" seria possível algumas interpretações a respeito. Você adota uma criança para dar-lhe felicidade ou o contrário? Quando você adota uma criança é obrigado ou o faz voluntariamente? Se você adota uma criança, acha que tem realmente direito de fazer esse tipo de cobrança? Quais as formas de se conseguir felicidade, principalmente nesse relacionamento? Assim, as perguntas vão surgindo e, como

K9, apenas mais uma estatística

Exatamente há 9 anos, no dia 25 de maio de 2002, instituía-se no Brasil a data comemorativa como Dia da Adoção. Mas comemora-se exatamente o que?? Porque crianças são retiradas da família e tornam-se alvo de adoção? Subentende-se que toda criança nascida de um ventre que lhe proporciona o amor e cuidados necessários, além do fato óbvio de viver em um lar estruturado, jamais será retirado desse ambiente e colocado em abrigos esperando uma adoção. Mas, infelizmente, estamos falando de um contexto de abandono, negligência e violência ( física, psicólogica e sexual ). Um dos problemas é que se tira a criança desse lar desestruturado e a encaixa em abrigos que também não têm estrutura adequada para lidar com o problema. Abrigos deveriam ter obrigatoriamente uma equipe de profissionais técnicos para elaborar os traumas psíquicos dessa criança. Mas não é a realidade. São apenas “tios” que ali trabalham, mesmo que bem intencionados, como a coordenar verdadeiros albergues infantis. Então quand