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Jaha, quase nada mudou em um século

Jaha, uma moça de 20 anos, jovem negra, no auge da saúde física e mental. Já casada, com 2 pequeninos filhos. Foi contratada para trabalhar como empregada doméstica, o que lhe causara felicidade, afinal precisava cooperar com o marido nas finanças de casa. Logo nos primeiros dias já pôde sentir, na pele, o que seria trabalhar naquele lugar. “minha patroa não deixava eu comer na mesa. Tinha que comer em um quartinho, sentada no chão. Ela mesma fazia o prato para eu comer. Eram os restos deixados nos pratos dos patrões.” “minha patroa fazia escovar todo o carpete da casa com uma escova de dente.” “um dia ela disse que só tinha me contratado porque minha raça é forte e aguenta serviço” “minha patroa queria que, todos os dias, eu esfregasse o quintal e a calçada com um escovão e cloro puro. Ela nunca me deu luvas. O cheiro era forte demais e chegava sair lágrimas dos olhos. Eu esfregava o chão até sangrar entre os dedos.” “ela colocava veneno no quintal para matar os ratos e depois fa