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Um pouco sobre Dom Quixote

MIGUEL DE CERVANTES O Retrato é do espanhol Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616), autor de Dom Quixote de La Mancha, livro que marca o início do romance moderno e é um dos mais sólidos pilares da literatura universal. Pois bem, a exceção para Cervantes vem exatamente a propósito disso: O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha completou em 2005 quatro séculos de sua primeira publicação.Cervantes — assim como Camões e Shakespeare, seus contemporâneos — é um desses raríssimos e prodigiosos artistas que conseguem sobrepujar o tempo e o espaço. Conforme uma pesquisa da Unesco realizada em 2002, o QUIXOTE é o segundo livro mais lido da história da humanidade, atrás apenas da Bíblia. É também um dos mais traduzidos. "Num lugar de La Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo, dos de lança em cabido, adarga antiga, rocim fraco, e galgo corredor." Assim começa o livro. Conta a história de um fidalgo decadente, Alonso Quijano. De tanto ler nove

Drummond e Portinari

"A minha casa pobre é rica de quimera / e se vou sem destino a trovejar espantos, / meu nome há-de romper as mais nevoentas eras, / tal qual Pentapolim, o rei dos Garamantas." Assim começa o primeiro dos 21 poemas de Carlos Drummond de Andrade glosando os 21 desenhos de Cândido Portinari que celebram o Quixote, de Cervantes. O álbum, editado muito apropriadamente pela Dom Quixote, é um belo objecto que apela ao prazer dos sentidos. Na introdução, são explicadas as circunstâncias da sua produção. Em 1956, Portinari foi aconselhado pelo médico a abandonar o uso das tintas, cuja intoxicação lhe poderia ser fatal. O pintor passou a usar os lápis de cor, material usado na série de 21 desenhos aqui reproduzidos. Só após a morte, o filho, João Cândido, vendeu a série D. Quixote. Os textos de Cervantes que inspiraram, em concreto, estes desenhos, são aqui publicados seguindo a tradução de Miguel Serras Pereira para a nova versão com que a editora portuguesa celebrou o quarto centen