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Mostrando postagens de Abril 25, 2010

O fruto interior

Somos fruto de nossa fonte interior, e não, meramente, das circunstãncias externas. Não convém culpar os pais por não ter conseguido ser isto ou aquilo, pois os pais deram ou fizeram o seu melhor,  senão certamente o melhor que sabiam ou conseguiam fazer. Pode, até mesmo, em alguns casos haver exceções, mas isso não justifica impedimentos para lutar por conseguir ser ou ter aquilo que se deseja. Os pais exercem seus papéis, principalmente em nossas infâncias,  época em que necessitamos de mais orientações e aprendizagens sobre a vida. Mas, cabe a cada um assumir seu papel no seu caminhar. Olhe bem para dentro de si. A única razão de ser ou ter está únicamente dentro de cada ser. Cada um determina o que é  essencial para sua jornada. Se teve caminhos difíceis lute, a partir do aqui e agora e seja você o responsável único pelo seu caminhar. É mais fácil culpar os outros, do que lutar, do que trabalhar para mudar. Culpar os outros por não conseguir ser ou ter aquilo que queria, não torna

Viagem interior

"Mesmo os deuses invejam aqueles que estão vigilantes e não negligentes, que se entregam à meditação, que são sábios, e que se deleitam na quietude do retiro espiritual" "Máximas do Dhammapada, 181"

De nossas questionáveis posses

Convenhamos, com lucidez, que ninguém é dono de nada, nem de ninguém. A posse de bens materiais é temporária, fugaz. Da mesma forma a convivência com alguém querido também é muito passageira. Num instante, estamos separados por motivos de origem variada. Aliás, cada um de nós terá que construir, individualmente, embora no aprendizado da convivência comum e coletiva, a própria segurança interior. A vida é sábia e coloca-nos neste patamar de aprendizado e aprimoramento. Mas não somos donos de nada. Tudo que julgamos possuir, na verdade, nos é cedido por um determinado tempo. Esta visão abrangente deveria livrar-nos dos prejuízos decorrentes da paixão e do apego. Ambos costumam nos causar cegueira diante das situações. Mas face à fragilidade que todos carregamos, somada na maioria das vezes pela imaturidade emocional ou psicológica, e pela alta dose de egoísmo que ainda caracteriza o comportamento humano, vamos dando nossas “trombadas” que causam sofrimentos, a nós e outrem. Referido sen

DEPRESSÃO: O Mal do século?

 Van Gogh Cuidando da Saúde Mental “minh ’alma é triste como a flor que morre. Perdida à beira do riacho ingrato; nem beijos dá-lhe a viração que corre. Nem doce canto o sabiá do mato.” ( Casimiro de Abreu ) DEPRESSÃO: O Mal do Século? A tristeza é dos sentimentos humanos o mais doloroso. Todos tomamos contato com ela em algum momento de nossas vidas. A tristeza passageira, a “fossa” ou “baixo-astral”, o “estar-down” fazem parte da vida e são superados após algum tempo. O luto, após a perda de um ente querido, manifesta-se por um sentimento de tristeza e vazio e também é superado no decorrer do tempo. Porém, deve-se distinguir a tristeza e o luto ( sentimentos inerentes ao ser humano ) da DEPRESSÃO. A DEPRESSÃO é uma doença, como qualquer outra que possamos ter, que se caracteriza por uma tristeza profunda e duradoura, sem qualquer motivo aparente, e não apenas a sensação de tristeza passageira, com perda do interesse por tudo que trazia prazer a essa pessoa. Historicamente, h

Coragem x Razão

"A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta.