Pular para o conteúdo principal

O mundo é meu

Acostumei-me, desde criança, a receber tudo que desejava.

Ninguém me falava “Não”. Ninguém me contrariava.

Era a filhinha do papai, a netinha do vovô, a sobrinha da titia.

Ahhh, como era bom!

Agora, vivo insatisfeita, frustrada, deprimida.

Tudo porque meu marido não faz minhas vontades.

Eu acho que ele está errado. Por isso brigo muito com ele.

Estou muito insatisfeita. Não entendo o que há de errado.

Será que não posso ser o centro das atenções sempre?

Porque o mundo é assim?

----------------------------------------------------------------------------------

Quando nasci, já tinha um “berço de ouro”.

Cresci cercado de brinquedos inúmeros. Alguns nem tirei da embalagem.

Na adolescência já estava tão enjoado dos paparicos, que resolvi inovar.

Comecei usar drogas para ver qual era o barato. Queria ver se conseguia sentir uma emoção diferente.

Ainda não era a viagem que faltava fazer.

Fiz, então, meu primeiro assalto. Nem era pelo dinheiro.

Não nego. Consegui um pouco da adrenalina que buscava.

Enfim, cheguei ao apogeu. Estuprei, seqüestrei, matei.

E agora?

 O mundo é meu.



O que há de coincidências nestas duas histórias?

Comentários

franciete disse…
Meu querido estas duas histórias tem a verdadeira realidade da vida, pela correria que os pais hoje levam para criar os filhos, fazem sempre de tudo para que nada lhes falte, mas no fundo falta o melhor. O verdadeiro amor e os valores morais, pois esses nunca se compram, e quando se pensa que é comprando os filhos com tudo o que eles querem criam-se estes monstrinhos, que eu acredito que muitos deles até nem era a este ponto que eles gostariam de chegar.
Muitas lições de vida se podem tirar daqui destas histórias, mas infelizmente nos deparamos com estas realidades no dia, a dia.
Obrigado de coração pelo seu mimo e acima de tudo pela sua tão sincera amizade que está nos primeiros destaques da minha passagem pela blog.esfera, um grande bem-aja e beijinhos de luz e paz em seu coração.
Insana disse…
O fato é que sempre queremos mais do que temos e do que podemos cuidar.

bjs
Insana
ValériaC disse…
Amigo...tristes histórias que vemos a se repetir por demais na vida.
É preciso educar,com amor, com presença, com bons exemplos...é necessário colocar limites claros para os filhos...ensiná-los a ouvir e aceitar o "NÃO"... pois a vida nos coloca vários nãos e temos que digerir muitos deles...quem não tem limites claros e nunca recebe um não...somente vai sofrer e vai fazer sofrer a muitos...vai estar despreparado para a vida real.
Muitos pais tem deixado de lado a parte deles na educação dos filhos e acham que somente a escola deve educar...ambos são importantes para a formação do indivíduo, mas a parte que cabe aos pais é fundamental.

Um doce abraço amigo...
Valéria
*lua* disse…
Educação só é assimilada através de limites (não).

Caráter só é assimilado através de exemplos do dia-a-dia, que mesmo sem que se tenha na sua própria casa, é sempre uma escolha copiar o melhor.

Homem, só se torna homem aquele que entende que sua vida adulta será cada vez mais norteada pela responsabilidade e tem como missão colocá-la em prática com doçura e espiritualidade da criança.

Beijo. Obrigada pelo selinho, seu carinho tem minha reciprocidade.
Juci Barros disse…
Primeiramente parabéns pelo post. Inteligentíssimo!
Acredito que mbos os textos refletem as consequências da falta de limites, do excesso.
Beijos.
Recolore disse…
Eu entendo que: se os pais assumiram a missão de terem filhos,que sejam para o resto da vida!
Filhos criados,trabalho dobrado!
A educação ainda é tudo,e excesso de brinquedo ,não educa ninguém!!
Criança de acordo com a idade ,tem que ter compromissos,deveres,pouco computador,obrigações sociais,etc.
Brincadeira de parque,rua e jogar figurinha,ler livros,conviver com os avós regularmente,mesmo que só visitas...horários para dormir!
E olho atento dos pais sempre para a segurança da criança.
Parabéns pelo post!
Rosana

Postagens mais visitadas deste blog

Velhos Tempos

Tudo muda.... Houve um tempo em que se pedia “a benção” aos pais quando se acordava pela manhã ou se deitava para dormir, assim como antes de sair de casa. Hoje os filhos nem sabem o que significa pedir “a benção”, Afinal mal falam bom dia ou boa noite. E para sair de casa nem precisam falar aonde vão. Um filho, nesse tempo, referia-se aos pais ou pessoas mais velhas como “Sr” e “Sra”. Hoje os filhos se referem aos pais ou pessoas mais velhas como “Você”, Afinal nem sabem o significado de um pronome de tratamento respeitoso. Houve um tempo que não se falava enquanto adultos estivessem falando. Hoje os filhos falam enquanto os pais se obrigam a ficar quietos, Afinal nem sabem o que é ouvir. Os filhos, certamente, compreendiam o olhar recriminador de seus pais. Hoje se um pai lança um olhar recriminador ao filho, Passará despercebido ou ouvirá: “que cara feia é essa, velho?” Houve um tempo em que um filho pedia, por favor, ou “eu posso?” Hoje um filho não pede, por favor, e

Vivemos esperando

Novamente estamos nos aproximando de mais um final de ano. É impressionante como o tempo está passando rápido. Diria mesmo que está "voando". Essa constatação nos faz refletir sobre aquele velho dito popular: "Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje". Seja feliz, não espere que amanhã seja melhor. Torne hoje seu dia o melhor. Não perca tempo com situações estressantes. Não dê atenção àquilo que bloqueia sua felicidade. Não crie dificuldades para sua felicidade. Ser feliz é muito fácil, mais fácil ainda é impedir que aconteça. O tempo passa e você vai viver esperando o que? Dias melhores

Legado de miséria

D. Cacilda é uma senhorinha octogenária, muito frágil e humilde, mãe de nove filhos. Conseguiu, sob todas as dificuldades, torná-los homens e mulheres adultos. E com sua sabedoria ensinou-lhes as coisas certas da vida e o que é bom ou ruim. Seus filhos, todos casados, com suas ocupações e trabalhos, vivem correndo. D. Cacilda tem também muitos netos, talvez mais de 30, dentre os quais muitos já adultos e até casados. Mas, infelizmente, apesar dessa família tão numerosa de D.Cacilda, não escapa a senhorinha à solidão. D. Cacilda já se faz viúva há alguns anos e vive solitária em sua casinha, a relembrar de seus longos e passados anos ao lado de seu amado e companheiro marido. Sua modesta casa sempre foi o lar acolhedor para qualquer pessoa. E nunca houve quem ali não se sentisse confortado. Mas a vida tem seu ciclo. D.Cacilda, já tão frágil caiu doente, de cama, totalmente debilitada e dependente. Os anos pesaram em seus ombros já bastante arqueados. Mas que bom, ela tem tanto