Pular para o conteúdo principal

A busca da pedra filosofal

 A alquimia teve suas origens no Egito Antigo, atingindo seu auge entre os séculos XIV e XVI. Na cidade de Alexandria reuniam-se escritos de uma antiga técnica egípcia chamada kymiâ. Essa técnica egípcia envolvia o domínio dos processos químicos de embalsamamento e a manipulação de metais. Entrando em contato com a sabedoria grega, a kymiâ passou a considerar que toda matéria era constituída por quatro elementos básicos: terra, ar, água e fogo.
Falava-se que os alquimistas eram bruxos, pessoas capazes de transformar chumbo em ouro. Já pensou que maravilha? Sua busca constante era pela pedra filosofal, substância que misturada aos metais provocava a esperada transmutação. A intenção era o encontro do puro, do perfeito. Quem sabe a tal  pedra filosofal fosse o caminho para a autopurificação, encontro da perfeição espiritual e conseqüente imortalidade? De certo modo, todos nós precisamos ser alquimistas para ver além das aparências superficiais. Nosso desafio cotidiano consiste em enfrentar situações que parecem infelizes e contrárias aos nossos anseios. À medida que você para de reagir com medo diante do inesperado, torna-se mais equilibrado e passa a uma posição de evolução.
Em outras palavras, a vida nos fornece a grande oportunidade de transmutação. Podemos e devemos fazer alquimia diariamente, em busca de uma transformação individual.
A grande e verdadeira alquimia seria nossa transformação individual em busca de uma purificação?

Comentários

Insana disse…
Perfeito Texto

Bjs
Insana
*lua* disse…
Penso eu que nossa purificação é nosso único caminho, evolução, conhecimento e adquirir nossa verdadeira forma divina, tudo sinônimo de purificação ... pena ser tão tortuoso e sem um tempo definido, apenas nosso tempo, nossas atitudes definirão e esse é o problema ...

Meu amigo,uma ótima semana para ti, muita paz e um beijo carinhoso!
Glenda Dias disse…
O que colocar?
O que tirar?
Qual a mistura perfeita?
Qual o ponto certo?

Eu acho que é nessa auto-observação e questionamento sobre si mesmo, sobre a própria existência e o modo como a vivemos, é que já é a condição humana de felicidade!

Abraços!
ValériaC disse…
Amigo, não sei se esta era a intenção dos alquimistas daquele tempo, mas pessoalmente creio que não há maior riqueza a se cultivar, que nossa purificação espiritual...nosso progredir dia a dia... a vida nos oferece oportunidades a cada momento de nos transformar para melhor sempre, basta querer aproveitar o aprendizado.

Que sua semana seja serena e feliz...
Um grande abraço
Valéria
Valdeir Almeida disse…
Tens razão, todos nós temos um pouco de alquimista. Isso porque temos em nossas mãos a capacidade de modificar nossa própria realidade.

Abraços e ótima quarta.

Postagens mais visitadas deste blog

Velhos Tempos

Tudo muda.... Houve um tempo em que se pedia “a benção” aos pais quando se acordava pela manhã ou se deitava para dormir, assim como antes de sair de casa. Hoje os filhos nem sabem o que significa pedir “a benção”, Afinal mal falam bom dia ou boa noite. E para sair de casa nem precisam falar aonde vão. Um filho, nesse tempo, referia-se aos pais ou pessoas mais velhas como “Sr” e “Sra”. Hoje os filhos se referem aos pais ou pessoas mais velhas como “Você”, Afinal nem sabem o significado de um pronome de tratamento respeitoso. Houve um tempo que não se falava enquanto adultos estivessem falando. Hoje os filhos falam enquanto os pais se obrigam a ficar quietos, Afinal nem sabem o que é ouvir. Os filhos, certamente, compreendiam o olhar recriminador de seus pais. Hoje se um pai lança um olhar recriminador ao filho, Passará despercebido ou ouvirá: “que cara feia é essa, velho?” Houve um tempo em que um filho pedia, por favor, ou “eu posso?” Hoje um filho não pede, por favor, e

Vivemos esperando

Novamente estamos nos aproximando de mais um final de ano. É impressionante como o tempo está passando rápido. Diria mesmo que está "voando". Essa constatação nos faz refletir sobre aquele velho dito popular: "Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje". Seja feliz, não espere que amanhã seja melhor. Torne hoje seu dia o melhor. Não perca tempo com situações estressantes. Não dê atenção àquilo que bloqueia sua felicidade. Não crie dificuldades para sua felicidade. Ser feliz é muito fácil, mais fácil ainda é impedir que aconteça. O tempo passa e você vai viver esperando o que? Dias melhores

Legado de miséria

D. Cacilda é uma senhorinha octogenária, muito frágil e humilde, mãe de nove filhos. Conseguiu, sob todas as dificuldades, torná-los homens e mulheres adultos. E com sua sabedoria ensinou-lhes as coisas certas da vida e o que é bom ou ruim. Seus filhos, todos casados, com suas ocupações e trabalhos, vivem correndo. D. Cacilda tem também muitos netos, talvez mais de 30, dentre os quais muitos já adultos e até casados. Mas, infelizmente, apesar dessa família tão numerosa de D.Cacilda, não escapa a senhorinha à solidão. D. Cacilda já se faz viúva há alguns anos e vive solitária em sua casinha, a relembrar de seus longos e passados anos ao lado de seu amado e companheiro marido. Sua modesta casa sempre foi o lar acolhedor para qualquer pessoa. E nunca houve quem ali não se sentisse confortado. Mas a vida tem seu ciclo. D.Cacilda, já tão frágil caiu doente, de cama, totalmente debilitada e dependente. Os anos pesaram em seus ombros já bastante arqueados. Mas que bom, ela tem tanto