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Mostrando postagens de Outubro 11, 2009

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

“Minha mão está suja. Preciso cortá-la. Não adianta lavar. A água está podre. Nem ensaboar. O sabão é ruim. A mão está suja, suja há muitos anos.....Ai, quantas noites no fundo da casa lavei essa mão, poli-a, escovei-a... ..”(DRUMMOND – A Mão Suja). Algum tipo de “mania” a maioria de nós tem. Algumas podem ser até engraçadas. Os costumes e hábitos cotidianos muitas vezes tornam-se rituais tão automatizados, repetidos inconscientemente, que nem ao menos nos damos conta. Entretanto, quando você sente-se impelido (diria praticamente forçado) em qualquer lugar que esteja, a ter comportamentos, muitas vezes extravagantes, repetidas vezes, acompanhados de pensamentos contra os quais não consegue lutar, que não saem de sua mente, podemos estar diante de uma doença chamada Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Pensamentos Obsessivos são idéias ou imagens desagradáveis que aparecem de maneira repetitiva e que a você não consegue se livrar. São idéias “entronas”, que geram sofrimento, medo

Crescimento Pessoal

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de rara beleza . O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram. Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”. Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “lá vem o veleiro”. Suas conquistas seguem intactas, da mesma

Bon appétit mon ami

 Um viajante resolveu passar algumas semanas num mosteiro do Nepal. Certa tarde, entrou num dos muitos templos do mosteiro, e encontrou um monge, sorrindo, sentado no altar. -- Por que o senhor sorri ? - perguntou ao monge. -- Porque entendo o significado das bananas - disse o monge, abrindo a bolsa que carregava, e tirando uma banana podre de dentro. -- Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais. Em seguida, tirou da bolsa uma banana ainda verde. Mostrou-a e tornou a guardá-la. -- Esta é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo - disse. Finalmente, tirou uma banana madura, descascou-a, e dividiu-a com meu amigo, dizendo : -- Este é o momento presente. -- Saiba deliciá-lo, sem medos.

Não é a cor do invólucro

 Um velho homem vendia balões numa quermesse. Para atrair compradores, o homem deixou um balão vermelho soltar e elevar-se nos ares. Perto dali, a observar, havia um menino negro, apreciando com encanto os balões. Depois de soltar o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista. O menino, de olhar atento, seguia cada um, sem ao menos piscar. Ficava imaginando mil coisas, mas tinha algo que o aborrecia: o homem não soltava o balão preto. Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou : -- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros ?  O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse :  -- Não é a cor do invólucro, filho, isso é só tinta por fora! -- É o que está dentro que faz a diferença.