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Mostrando postagens de Setembro 27, 2009

Sem limitações

Nossos pensamentos podem ser a fonte de energia das próprias limitações. Toda vez que você diz em voz alta ou para si mesmo: “Nunca serei capaz”, você está alimentando suas limitações. Quando você explica seu comportamento dizendo: “Eu sou assim”, você está construindo e fortalecendo os limites que o impedem de avançar. Sua mente é a responsável por sua própria versão da realidade. Qualquer limitação que ocupe sua mente é, de fato, real.  O que seus pensamentos falam o dia inteiro? Estão barrando ou impulsionando você? Está constantemente dizendo “Nunca vou conseguir” ou “Eu não posso”? Você está sempre ocupado se convencendo das suas limitações? Essa voz interior é capaz de dizer o que você quer que ela diga. Ouça o que você está dizendo a si mesmo e pense a respeito. Você realmente precisa se criticar e se limitar? Trabalhe para incentivar a si a mesmo e observe quão rapidamente tudo muda. Como pensamos tem relação direta com as circunstâncias de nossa vida. Pare de

Meus Eu´s

 "Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa." Virginia Woolf -- Orlando BlogBlogs.Com.Br

Entrega tuas asas ao vento

O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia.  Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer. Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza... Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em

Saber desfrutar a vida

"Nós mostramo-nos ingratos em relação ao que nos foi dado por esperarmos sempre no futuro, como se o futuro (na hipótese de lá chegarmos) não se transformasse rapidamente em passado. Quem goza apenas do presente não sabe dar o correto valor aos benefícios da existência; quer o futuro quer o passado nos podem proporcionar satisfação, o primeiro pela expectativa, o segundo pela recordação; só que enquanto um é incerto e pode não se realizar, o outro nunca pode deixar de ter acontecido. Que loucura é esta que nos faz não dar importância ao que temos de mais certo? Mostremo-nos satisfeitos por tudo o que nos foi dado gozar, a não ser que o nosso espírito seja um cesto roto onde o que entra por um lado vai logo sair pelo outro!" Séneca - Cartas a Lucílio

Mentes inquietas

    "É sabido que comboios completos de pensamento atravessam instantaneamente as nossas cabeças, na forma de certos sentimentos, sem tradução para a linguagem humana, menos ainda para uma linguagem literária... porque muitos dos nossos sentimentos, quando traduzidos numa linguagem simples, parecem completamente sem sentido. Essa é a razão pela qual eles nunca chegam a entrar no mundo, no entanto toda a gente os tem." Fiodor Dostoievski -- Uma Anedota Sórdida

A coragem de sair da caverna

Platão - Mito da Caverna Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas. Glauco – Estou vendo. Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; natural

Inquietanças

"Que há atrás dessa porta? Não chames, não perguntes, ninguém responderá, nada pode abri-la, nem a gazua da curiosidade nem a pequena chave da razão nem o martelo da impaciência. Não fales, não perguntes, aproxima-te, encosta a orelha: - não ouves a respiração? Lá do outro lado, como tu alguém pergunta: - que há atrás dessa porta?" Octávio Paz -- ' Antologia Poética'