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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sexualidade e curiosidades

Sinos dos ventos. 79 d.C. Pompéia.
Museu Arqueológico Nacional.
Nápoles.

O imaginário masculino e feminino é repleto de conceitos e definições acerca do que é "certo ou errado", "normal ou anormal", "moral ou imoral", "aceitável ou condenável" quando o assunto é sexo. Fatores culturais, religiosos e familiares influenciam o modo como determinada sociedade e seus integrantes entendem e praticam sua sexualidade. Quanto mais rígida uma sociedade em relação ao sexo, menor oportunidade há para se discutir de forma mais espontânea este assunto e maior o número de indivíduos com dúvidas e preconceitos que atrapalham, de forma direta, uma prática sexual satisfatória. Abaixo, encontramos alguns "mitos" que ainda são muito comuns em nossa sociedade: "O homem está sempre querendo e pronto para o sexo" "O sexo deve ocorrer apenas (ou principalmente) por iniciativa do homem" "Mulher que toma iniciativa sexual é imoral" "Sexo é sinônimo de penetração do pênis na vagina" "Quando o homem tem ereção é ruim para ele ter (não ter) orgasmo rápido" "Sexo deve ser sempre natural e espontâneo; falar sobre sexo é prejudicial" "Todo contato físico íntimo precisa terminar com penetração do pênis na vagina" "O homem não deve expressar seus sentimentos" "Todo homem tem o dever de proporcionar prazer a qualquer parceira sexual" "Sexo é bom apenas se há orgasmo simultâneo" "Parceiros em um relacionamento sexual instintivamente sabem o que pensam e/ou querem" "Masturbação é suja e prejudicial" "Masturbação com relacionamento sexual é errado" "Se um homem perde a ereção é porque ele não considera a parceira atraente" "É errado ter fantasias durante a relação sexual" "Um homem não pode dizer não para o sexo" "Há regras, universais e absolutas, sobre o que é normal em sexo" A troca destes mitos por mais conversas entre os parceiros, por mais intimidade, mais esclarecimentos de dúvidas e por mais liberdade em pedir ao(a) parceiro(a) a satisfação de seus desejos, traz maior confiança sobre o próprio desempenho sexual e mais satisfação para a vida sexual.

Fonte(s): • Hawton K. Sex therapy: a pratical guide. 5ª ed. New York: Oxford University Press; 1990.


Sexo e hormônios

Paz depois do sexo

O sexo é, obviamente, uma atividade altamente estimulante - o que é bem diferente do período de tranqüilidade e bem-estar que costuma se seguir ao orgasmo. Um estudo publicado em outubro de 2007 na revista PNAS mostra que, ao menos em ratos, o efeito ansiolítico do sexo pode ser atribuído à liberação do hormônio ocitocina pelo hipotálamo e sua ação sobre o cérebro. Sob os efeitos da ocitocina, ratos que acabaram de ter relações sexuais ficam menos ansiosos e mais dispostos a correr riscos por várias horas. O estudo confirma que a ocitocina, hormônio conhecido tradicionalmente por suas funções no parto e na lactação, é um importante regulador das emoções e do comportamento social, tanto em machos quanto em fêmeas.(SHH)

Fonte: Waldherr M, Neumann ID (2007). Centrally released oxytocin mediates mating-induced anxiolysis in male rats. Proc Natl Acad Sci USA 104, 16681-16684.

terça-feira, 21 de abril de 2009

SEXUALIDADE



SEXUALIDADE



A distinção do que é normal ou não é uma questão muito delicada. Nesse sentido, a psiquiatria está muito envolvida, não para definir a normalidade, mas para estar em contato com as pessoas que não se consideram assim e sofrem por isso.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem três tipos de transtornos da sexualidade. Os relacionados à personalidade (transexuais, por exemplo), os de preferência (como pedofilia, exibicionismo, voyeurismo, fetichismo, necrofilia e sadomasoquismo) e as disfunções sexuais (disfunção erétil, ejaculação precoce, falta de desejo e dificuldade para o orgasmo, entre outros). A psiquiatria trata das disfunções de causa emocional. O homem ou a mulher podem ter dificuldades na cama por conta de bloqueios emocionais, como depressão ou ansiedade.

Então, quando se tratar? A partir do momento em que o individuo, seu parceiro ou a sociedade sofre com o comportamento.
Freud, há mais de um século, creditou à sexualidade uma importância muito grande no desenvolvimento da personalidade e na forma como ele encarava as relações sociais. Para ele, “a libido estava em todas as atividades humanas e era ela a responsável pelo sucesso ou não de uma pessoa, em vista de que com mais libido o indivíduo se empenharia mais, seria mais competente e interessante, ao passo que pessoas com baixa libido seriam pouco evidentes, empenhadas e não conseguiriam satisfazer suas necessidades”.